terça-feira, 21 de julho de 2009

Vazio, Perfume


Não era um adeus,
Apenas um até breve,
mesmo assim relutante estive
até o ultimo olhar,
até o tentar ver e nada mais encontrar

vento frio nas ruas dançam,
a distancia já mais não importa,
a saudade não a mede,

O Templo vazio e perfumado,
a presença do vazio,
o vazio e a esperança,
mas ainda vazio...

A cada respirar,
abro os olhos em busca da visão do meu olfato,
e nada vejo além do vazio que você deixou,
cançado, de notar o que não há,

Reluto a pensar,
mas como não pensar na deusa de meu templo?
aquela que me inspira e da vida?
aquela do perfume doce e suave.

Aquela pelo qual a fonte de magia brota de mim

O perfume, o vazio,
e nada mais existe no seu templo
se não minha alma.


domingo, 10 de maio de 2009

Meu Silêncio

Meu silêncio,
o que pode ele lhe transmitir?
As palavras em minha mente
me pertubam a cada instante
As flores nunca dizem algo
mas levam sua palavra a todos.

Sou eu este ser?


Salve as luzes, salve a escuridão
a chuva cai,
ofuscando a beleza da lua
mas cantando sua linda melodia
como tambores em um dia melancólico

Esta úmida brisa traz o cheiro
da terra molhada junto com
o som das folhas se tocando,
como as palmas de uma grande multidão
aplaudindo a beleza e a música
de toda essa orquestra.

Somados ao teatro da vida
cada papel representado
completa o espetáculo
e todos o observamos com graciosidade

Bem vindo,
esta é o que chamo de
"a minha realidade".

terça-feira, 7 de abril de 2009

História



Uma alma, um corpo, um desejo,
uma história
Terá toda história um começo?
Pergunta esta que define o fim ou não

Recordações, memórias,

passado se torna presente

Sonhos, vontade, esperança,

futuro se torna presente

Em que parte do livro estou?

Começo? Meio? Fim?
Apenas sei, que nesta página te encontro

Haverá capítulos, parágrafos, frases?

ou haverá uma história?

Palavras pobres, de uma mente que deseja viajar
entre as possibilidades da história,

que deseja mais do que viver o futuro,
Mente esta que abre espaço para a história

História, está no agora...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Limbo


Sinta este doce abraço
este calafrio que lhe arrepia
Das sombras vim,
para as sombras eu vou
Sinta o desejo de vir comigo,
pois somente ele será contigo

Lembranças de mim terás
quando as aves grunirem pelos céus
quando os lobos uivarem pelos ventos
quando a lua te iluminar pela terra

Verás presságio de minha vinda,
verá meu símbolo sobre cadáveres,
terras macias alimentam meus filhos,
meu sopro converte em tua mente

Prazer, fornicação,
corrompida e aviltada
sonhos e desilusão
em lugar ermo estará
quando nada mais de ti restar
brade, grite e clame
a mim nao chegarás

Somente quando nada fores
quando não houver mais de ti no mundo
Virei para ti buscar
então renascerás
mais forte
como sempre a desejei