sábado, 25 de outubro de 2008

Lua Senhora das Águas



És tão bela
tão fascinante
tão digna de todos os elogios

Agora que as águas se acalmam
seu reflexo a completa
antes em meio a tempestade, tudo era frio e solidão

Senhora das águas, a que influencia o mar
olha-te para o teu reflexo como se descobre um novo ser
então verás que novo é apenas a maneira de olhar a ti mesmo


Anciei tanto por este momento
e agora que ele se torna real
Me perco de felicidade
É como se na sombra tu sempre estiveste comigo,
que o frio poderia ser pior mas estavas lá a me aquecer

Meu folego de vida volta
meu coração bate
Minha mente se esforça para acreditar
o que meu coração nunca deixou de crer

Aguardo até o momento que me tocarás
a brisa de vossa voz
a seda de vossa pele
e o amor de vosso coração

Aqui estou
Aqui me entrego

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Transitório


Quero dançar, fechar meu olhos
viajar ao mundo
Todo esse ritimo me leva
quero vida quero continuar a sentir
não me faça esquecer o que sinto
seja como for

Destas palavras o real não se traduz
brisa leve que me toca
acaricia fazendo-me sentir a vida
leve como um toque de amor

É como se perder
e querer estar onde se está
é como uma leve tontura
que te abala por instantes te levando a outro mundo
é como cair inesperadamente
é como borboletas voam

Por onde tenho andado não importa
mas sei que devo andar só por andar
minha vontade,
devo esquece-la
devo abraça-la
devo ?!

Explosões químicas me afetam
como uma epidemia sem controle
não estou presente
alegorias fantasiosas
verdades ilusórias

Está próximo da hora do sono
Está calmo
O chão iluminado pela lua
avisa, que está perfeito
Cheia, transbordante

Vivo
Vivo
Vivo

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Novo Fim


Um metal frio toca minha pele
aos poucos ele desliza-se sobre ela
apesar da leve dor que envolve o local
todo o resto alivia-se
todo o resto torna-se invisível
nada tem mais valor que esta leve dor

Um líquido quente e vermelho escorre
lentamente ele pinta toda a pele
como um pincel ele desenha sobre o corpo
assumindo linhas e formas curvas

O coração acelera
com mais oxigênio uma sensação surge
a gravidade deixa de existir
o chão não é mais um obstáculo
e nem um aparato de encosto

Ao breve e lento piscar de olhos
um novo mundo surge
já não estou no mesmo lugar
estou na utopia de minha subconciência
estou limpo e de novas roupas

Reconheço pessoas e lugares
apesar de não me lembrar nem de um ou de outro
me olham como se me conhececem
percebo respeito e bom ânimo
ando pelos lugares como soubesse onde quero chegar

Então simplesmente amo
não estou só
agora é eterno
FIM

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sustento


Entre os meios desta terra
me encontro em pleno descanço
Entre os desejos que tenho
me encontro tão longe quanto a estrela mais próxima
Assim como a estrela, meu desejo brilha
As nuvens da inconciência
tampam seu brilho, sua beleza

Logo sem sua força e brilho
começo a padecer lentamente
minhas forças se esvaem
Estas nuvens secas não me molham
Presciso crescer mais
ultrapassar os limetes do céu
quero a luz que me sustenta

Este é o tempo, devo esperar
acredito que no que desejo
mesmo tão distante e sem brilho
um pouco de luz me deixa acordado
essa luz é minha última esperança
o pouco que me resta

Desespero, ansiedade
isto é o que devo controlar
mas é mais humano do que penso
é tão simples não imaginar
mas não posso

Arranca-me a raiz
derruba-me entre meus irmãos
e serei apenas mais um morto entre vóz
choro, as lágrimas já secas evaporam-se

Liberta-me