sábado, 2 de agosto de 2008

Prendam-me

Prendam-me, porque eis que tento viver intensamente
Prendam-me, pois desafio a vida e a morte
Até quando serei preso por medos de outros
Se sou dono do que chamo de vida,
porque eles dizem que eu tenho liberdade quando
estou preso aos medos daqueles que dizem me amar?

Se me amassem me libertariam e não fariam com que
me arrepende-se ainda vivo pelo que deixei de fazer
Se me amassem intenderiam o real sentido da vida
e o que escolhi para a minha vida
e se morrer?Agora, morrerei com mais um arrependimento

Suplico, deixem-me viver, é só o que peço
Prendam-me, Prendam-me
sou usuário ativo do prazer de viver
não respeito as leis do medo
Façam de mim um mal exemplo para a sociedade

Eis que desejo a sombra, escuridão
traga-me a liberdade dentro de ti
faça de si meu mundo
Refresque minha alma
A solidão é minha companheira
Traga bebida, muita bebida,
conversaremos durante toda a noite
enquanto os carcereiros dormem
Leva-me ao seu mais profundo abismo
faça-me livre dentro de ti
abraça-me, acaricia-me, serei livre
sentirei a leve brisa acompanhada pelo cheiro
da água que acaricia a terra

AAAAAAHHHHHHHHH
grito, grito, grito
choro, choro, choro
sinto paz, alcamo, sou teu
sou teu

Fecho os olhos e me entrego
sou teu, sou teu
leva-me, liberta-me desta prisão

8 comentários:

MAURO LIMA disse...

Saudações meu amigo, realmente o medo aprisiona, nos aliena e não nos deixa viver a propria vida, isso é um absurdo imposto pelo medo. Cara, gostei muito do post.


Vlw pelo coments, as vezes ao pensar na morte é a unica coisa que me faz ficar tranquilo, talvez a unica coisa que me faça lutar, por sei que um dia meu corpo morrerá e finalmente poderei ir pra outro lugar, só penso em deixar meu legado cara,a cho que temos a mesma visão da morte neste ponto que vou lhe escrever agora: tudo que quero DESTA vida, é deixar um legado, ser lembrado pelos meus pensamentos, pea minha filosofia, a finalidade deste blog que criei é essa, achar o ponto exato de um formato do qual posso realmente escrever algo para deixar por aqui depois que eu me livrar deste corpo, não que eu vá cometer suicidio, hehe, mas um dia morrerei e ai? o q deixei? a intenção deste blog meu é encontra a afinação exata da minha mente pra deixar minha filosofia, meu pensamento próprio sem intervensão social.

entendes neah?
hehe
falei demais já
obrigado pela visita la no blog
e volte sempre para ler as maluquices que escrevo e para ver os posts da Brennah

Dry Neres disse...

Nossa!!
Quanto misticismo.. me contagiei!!
Adoro o novo, as palavras que inquietam..
Parabéns.. volte sempre à minha morada.. eu virei sempre aqui, me encantar!
Um beijo =)

Anethe Catherine Manon disse...

Ainda que queira desaparecer, levar uma vida completamente livre, sair de casa e ter meu mundo, penso que estarei simplesmente fugindo de um compromisso: o compromisso de fazer com que as pessoas que cerceiam minha liberdade e não me aceitam do jeito que sou passarem a ver a realidade. Que essa sou eu, uma gótica que tem seus vícios e virtudes, que tem seus pensamentos formados e não mudará.

Sei que isso será muito difícil, mas penso que se não for pelo amor, será pela dor. Ainda que queira fazê-los entender, penso que realmente quero ter minha vida, ter meu espaço.

Agora minha liberdade é prioridade, até mesmo renego uma possível reconciliação pois sei que serei reprimida e isso jamais. Antes uma companhia casual para "filosofar" e tomar um vinho, do que ter minha liberdade em risco. Antes momentos intensos do que uma eternidade morna... rsrs

Seja firme em suas convicções que você obterá êxito. Quando temos em nosso pensamento o que queremos, dificilmente não se torna real.

Bjos, sucesso! Até.

Brennah Enolah disse...

A sede de futilidade, de banalidades...

não me conformo com o fato de o homem sempre querer modificar de uma maneira criminosa o meio. É tão inútil esse inconformismo com o natural.

Fico feliz que tenha gostado das minhas palavras..

bjos até.

Anethe Catherine Manon disse...

Ol�

Jamais querido, n�o pense que � voc� o causador de tamanho �dio.

A pessoa que me causa o asco de agora � um ser totalmente sem escr�pulos, um animal nojento que pensa que pode me usar para seus interesses banais.

Antes sentia uma amizade, que ele confundia com amor. Vivia me perguntando se eu o amava ou o odiava, pois eu n�o queria ficar com ele. Mal sabe o troxa que �dio para mim � traduzido com o extremo desprezo e crueldade... tenho pena dele.

Simplesmente feriu meus sentimentos com tamanha frieza que ainda teve a capacidade de dizer que eu o magoei. Completamente pretencioso, acha que tudo o que passa pela sua cabe�a � a mais pura verdade. Oportunista e interesseiro. Acho que devo parar por aqui, pois penso que voc� j� deve ter imaginado o que aconteceu.

Desculpe se causei um mal entendido.

bjos at�.

Anethe Catherine Manon disse...

São esses meus dias... por mim seria assim minha vida inteira.
Gosto dessa decadência pois sinto que assim sou livre...

... ainda que tenha que fingir depois de tudo.

Obrigada pelos comentários... assim penso que essas desgraças têm sentido, que não são em vão.

abraços.

Anethe Catherine Manon disse...

Qual a raz�o de termos tanta necessidade de estarmos presos, ainda que sempre digamos que queremos ser livres?
Porque queremos tanto pertencer a algu�m?

Todo relacionamente tem esse fim tr�gico, passamos por situa�es dif�ceis, e mesmo assim queremos novamente sermos o jogador, queremos esse jogo de amor, paix�o, brigas, sexo...

... mas sempre depois de tudo insistimos em dizer: "Nunca mais"; nunca mais at� a pr�xima vez em que se interessar por algu�m.

Sou a prova viva disso.

Luca Souza disse...

sou usuário ativo do prazer de viver... parei nessa frase, isso por si só ja diz tudo!! Gostei mto das coisas que tu escreve, da forma como as palavras sao bem colocadas e o som da um ar misterioso, é como se eu tivesse entrando em algum lugar estranho e novo, com cuidado para não acordar ninguem...pode ser uma brisa mas é isso ai rs voltarei mais vezes. quando der da uma passada la no meu bauzin tb

http://www.baufragmentado.blogspot.com/